Background check para condomínio: como verificar porteiros, zeladores e prestadores de serviço
Como síndicos e administradoras verificam porteiros, zeladores e prestadores: o que a consulta para condomínio da CapScore cobre, LGPD, TST e custo.

Atualizado em setembro de 2026.
Resposta rápida: background check para condomínio é a verificação de antecedentes de porteiros, zeladores, faxineiros e prestadores de serviço antes de dar a eles acesso ao prédio e às rotinas dos moradores. Na CapScore, a Consulta para condomínio consulta mandados de prisão em aberto (BNMP do CNJ e difusão vermelha da Interpol) e processos criminais em que a pessoa figura como acusada, a partir do CPF, em poucos minutos; para o histórico completo (cível, trabalhista e certidões), usa-se a Consulta processual. A consulta avulsa custa R$ 29, administradoras podem consultar em lote, e a decisão é sempre do síndico ou da administradora.
Por que verificar quem trabalha no condomínio?
Quem trabalha na portaria ou na zeladoria conhece a rotina de cada família, recebe encomendas, guarda chaves reserva e decide quem entra. O condomínio, como empregador, responde pelos atos de seus funcionários, e o síndico responde pela administração e pela segurança das áreas comuns. Verificar antecedentes antes de admitir alguém é parte dessa diligência, do mesmo modo que conferir referências e documentos.
Não se trata de tratar candidatos como suspeitos. A grande maioria dos relatórios volta sem nenhuma ocorrência relevante, e isso também tem valor: fica documentado que o condomínio verificou antes de contratar. O que a verificação evita é a situação em que uma informação pública e acessível não foi consultada e depois aparece.
Quem deve passar pela verificação?
A regra prática é: quem tem acesso às áreas internas de forma recorrente, verifica. Em ordem de prioridade:
- Funcionários do condomínio (porteiro, zelador, faxineiro, jardineiro, piscineiro, manobrista): na admissão, antes de assinar o contrato.
- Terceirizados alocados por empresas de portaria, limpeza ou segurança: peça à prestadora o relatório de cada pessoa alocada ou consulte diretamente, com a finalidade registrada no contrato de prestação de serviço.
- Prestadores eventuais com acesso a áreas internas (manutenção de elevadores, reformas, mudanças, dedetização): por evento, quando o acesso for prolongado ou envolver unidades.
Moradores e visitantes ficam de fora. Não há relação de trabalho nem finalidade proporcional que justifique consultar antecedentes de quem mora ou visita, e a LGPD exige exatamente essa proporção entre finalidade e dado tratado.
O que a Consulta para condomínio verifica?
A Consulta para condomínio da CapScore foi desenhada para a pergunta que importa na portaria: existe algo que impeça essa pessoa de ter acesso às residências? Ela consulta, a partir do CPF:
- Mandados de prisão em aberto no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), do CNJ, e na difusão vermelha da Interpol.
- Processos criminais em que a pessoa consultada figura como acusada.
Ela não inclui processos cíveis ou trabalhistas, certidões, pessoa politicamente exposta nem dados financeiros, porque nada disso é necessário para a finalidade de segurança do condomínio. Quando a administradora quer o histórico completo (por exemplo, na admissão de um zelador com carteira assinada, para verificar também ações trabalhistas e certidões), a escolha é a Consulta processual, que permite limitar as fontes conforme a função.
O mandado de prisão em aberto merece atenção especial porque é o dado que não aparece na certidão que o candidato traz nem no site dos tribunais. Explicamos isso em Mandados de prisão em aberto: o dado que não aparece no site dos tribunais e em O que a certidão que o candidato traz não mostra.
A relação exata de fontes retornadas pode variar conforme a disponibilidade dos órgãos públicos no momento da consulta.
Pode pedir antecedentes de porteiro e zelador? O que dizem o TST e a LGPD
Pode, com dois cuidados.
O primeiro vem do Tribunal Superior do Trabalho. Em 2017, o TST fixou que exigir certidão de antecedentes criminais de candidato só é legítimo quando a natureza da função justifica, e citou como exemplos funções com acesso a residências, a pessoas vulneráveis, a valores e a informações sigilosas. Porteiro e zelador controlam o acesso a residências e guardam chaves; faxineiro e jardineiro dependem do grau de acesso às unidades. A política do condomínio deve dizer quais funções passam por qual consulta, e o jurídico da administradora deve validar. Detalhamos o entendimento em Pode pedir antecedentes criminais na contratação? O que o TST decidiu.
O segundo vem da LGPD. A base legal mais usada é o legítimo interesse do condomínio na segurança das áreas comuns, o que exige finalidade específica, só os dados necessários e transparência com o candidato. Na prática: declare a finalidade em cada consulta (a CapScore tem campo para isso), informe o candidato de que a verificação faz parte do processo, limite quem acessa o relatório e defina por quanto tempo ele fica guardado.
Como fazer na prática: síndico ou administradora
O processo cabe em cinco passos:
- Defina a política. Quais funções passam pela Consulta para condomínio, quais pela Consulta processual, em que momento (admissão, alocação, renovação) e quem tem acesso ao resultado.
- Colete os dados. CPF é suficiente para a Consulta para condomínio. Para certidões estaduais na Consulta processual, RG e UF.
- Rode a consulta. Pelo navegador, sem depender de TI. Administradoras com vários condomínios usam a consulta em lote, com até 100 CPFs de uma vez.
- Leia o relatório. Em poucos minutos o resultado fica disponível, com leitura por IA opcional. Todo ponto relevante deve ser conferido no documento oficial arquivado no dossiê.
- Registre a decisão. Guarde o PDF com senha junto da finalidade declarada. A decisão de contratar ou liberar o acesso é do síndico ou da administradora, com base na política definida no passo 1.
Quanto custa?
Na CapScore, a consulta avulsa custa R$ 29, o que atende o síndico que contrata um porteiro por ano. Administradoras usam os planos mensais: Profissional, R$ 149/mês com 10 consultas; Empresarial, R$ 499/mês com 50 consultas; e Personalizado, cobrado por consumo, para carteiras maiores. Nos planos, o valor por consulta fica entre cerca de R$ 10 e R$ 15. Valores de setembro de 2026, em capscore.com.br/planos.
Um relatório de background check custa menos que uma hora de trabalho do zelador. Ele reduz o risco da contratação e documenta a diligência do condomínio, que é o que se espera de uma administração cuidadosa.
Fontes citadas
- Conselho Nacional de Justiça. Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).
- Tribunal Superior do Trabalho. Incidente de Recurso Repetitivo IRR-243000-58.2013.5.13.0023, julgado em 2017.
- Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Guia Orientativo sobre Legítimo Interesse, fevereiro de 2024.
Perguntas frequentes
Termos do glossário
Consulte processos e certidões de um CPF ou CNPJ
Relatório em minutos, com as fontes consultadas e a finalidade registrada.
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