Background check em facilities e terceirização: como homologar quem vai trabalhar dentro do cliente
Como empresas de facilities verificam os profissionais alocados no cliente: fontes, lote de até 100 CPFs, LGPD entre prestadora e contratante e custo.

Atualizado em setembro de 2026.
Resposta rápida: em facilities e terceirização, o background check é a verificação dos profissionais que a prestadora vai alocar dentro do cliente (limpeza, portaria, recepção, manutenção, segurança) antes da alocação, com a diligência documentada para o contrato. Na CapScore, a Consulta processual cobre processos judiciais, certidões criminais e trabalhistas, mandados de prisão em aberto e vínculos, em poucos minutos, com consulta em lote de até 100 CPFs e relatório em PDF que pode ser anexado ao dossiê do contrato. A decisão de alocar é sempre da empresa.
Por que o cliente cobra background check da prestadora?
Quem contrata uma empresa de facilities abre a ela o que tem de mais sensível: as instalações, os equipamentos, as pessoas. E a lei coloca o contratante no circuito de responsabilidade. Desde a Lei 13.429/2017, que alterou a Lei 6.019/1974, a empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas do período em que o terceirizado prestou serviço, no mesmo sentido da Súmula 331 do TST.
O resultado é que departamentos de compras e de compliance passaram a exigir, em contrato, que a prestadora comprove a verificação de antecedentes de cada pessoa alocada. Em licitações privadas e renovações, a prestadora que já chega com o processo estruturado sai na frente; a que improvisa perde ponto ou perde o contrato.
Para a prestadora, o background check deixa de ser custo e vira argumento comercial: "toda pessoa que entra na sua operação passou por verificação documentada em dezenas de fontes públicas oficiais, e o relatório fica disponível para auditoria."
O que verificar antes de alocar alguém no cliente
Para a finalidade de alocação, a consulta precisa responder a três perguntas: existe algo que impeça o acesso às instalações do cliente, existe passivo trabalhista relevante e os documentos da pessoa estão regulares. A Consulta processual da CapScore cobre isso a partir do CPF:
- Processos judiciais cíveis, criminais e trabalhistas, incluindo tribunais superiores, com a posição da pessoa em cada um (autora ou ré).
- Certidões criminais: antecedentes da Polícia Federal, antecedentes das Polícias Civis estaduais (a disponibilidade varia por UF), certidão negativa do CNJ e nada consta da Justiça Federal.
- Certidões trabalhistas: ações trabalhistas no TRT e Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT).
- Situação cadastral: status do CPF na Receita Federal e quitação eleitoral no TSE.
- KYC e compliance: pessoa politicamente exposta e listas de sanções.
- Vínculos: sociedades, vínculos empregatícios e representações legais.
- Mandados de prisão em aberto no BNMP, o dado que não aparece na certidão que o funcionário traz.
A lista de fontes pode ser reduzida conforme a função: para uma recepcionista, talvez não faça sentido consultar processos dos familiares; para um técnico de manutenção com acesso a áreas restritas, as certidões criminais são o centro. A relação exata de fontes retornadas pode variar conforme a disponibilidade dos órgãos públicos no momento da consulta.
Como montar o processo: admissão, alocação e reconsulta
Um processo de verificação que funciona em facilities tem três momentos, e o escopo muda em cada um.
Na admissão, a prestadora contrata a pessoa para o seu quadro. Vale a regra do TST: certidão de antecedentes criminais só quando a função justifica. Uma consulta com processos, certidões trabalhistas e situação cadastral é adequada para a maioria das funções; as certidões criminais entram quando a função envolve acesso a residências, pessoas vulneráveis, valores ou informações sigilosas.
Na alocação em um cliente, a finalidade muda: passa a ser "alocação no cliente X", e o escopo segue o que o contrato com esse cliente exige. Um hospital ou uma escola justificam a consulta completa; um escritório comum, talvez não. A CapScore permite escolher as fontes de cada consulta e registra a finalidade declarada, então o mesmo funcionário pode ter consultas diferentes para clientes diferentes, cada uma proporcional.
Na reconsulta periódica, a prestadora repete a verificação a cada renovação de contrato ou uma vez por ano, e registra isso na política. É a forma de garantir ao cliente que a diligência não foi feita uma única vez, anos atrás.
Operacionalmente, a consulta em lote resolve as ondas de admissão e de alocação: até 100 CPFs enviados de uma vez, pelo navegador, sem depender de TI. Quem já tem sistema de alocação pode integrar pela API REST e receber o aviso de consulta pronta por webhook. O relatório sai em PDF com senha, com a opção de marca d'água, e o dossiê arquiva os documentos oficiais de cada consulta.
LGPD entre prestadora e cliente
A terceirização cria uma relação a três: a pessoa consultada, a prestadora que a emprega e o cliente que a recebe. A LGPD organiza isso assim:
- A prestadora é a controladora dos dados dos seus empregados. É ela quem declara a finalidade, escolhe as fontes, guarda o relatório e responde pelo tratamento. A base legal mais usada é o legítimo interesse, com finalidade específica, dados mínimos e transparência com o funcionário.
- O cliente tem direito à evidência, não ao dossiê. O contrato deve prever que a prestadora comprova a verificação, mas o cliente não precisa receber cópia integral do relatório com todos os dados pessoais de cada terceirizado. Um atestado de diligência, ou o relatório limitado ao necessário para a finalidade, atende ao contrato e reduz a exposição das duas empresas.
- Retenção e acesso. Defina quem, na prestadora, acessa os relatórios, e por quanto tempo ficam guardados após o fim da alocação. O dossiê da CapScore tem links de acesso que expiram em 24 horas, o que evita cópias circulando sem controle.
- Nada de WhatsApp. Relatório de antecedentes não deve ser enviado por mensagem ao supervisor do cliente. O canal é o PDF com senha ou o acesso controlado na plataforma.
O Guia Orientativo sobre Legítimo Interesse da ANPD (fevereiro de 2024) resume o teste em quatro passos: finalidade legítima, necessidade, balanceamento com os direitos do titular e salvaguardas. Um processo desenhado como o descrito acima passa por ele. Tudo dentro dos padrões da LGPD, com finalidade declarada.
Quanto custa e como escalar
Na CapScore, a consulta avulsa custa R$ 29. Prestadoras com admissão recorrente usam os planos mensais: Profissional, R$ 149/mês com 10 consultas; Empresarial, R$ 499/mês com 50 consultas, o que dá cerca de R$ 10 por consulta; e Personalizado, cobrado por consumo, para operações com centenas de alocações por mês. Valores de setembro de 2026, em capscore.com.br/planos.
Comparado ao valor de um contrato de facilities, o custo de verificar cada pessoa alocada é pequeno, e ele compra duas coisas: reduz o risco da alocação e documenta a diligência que o cliente vai pedir na auditoria. Para escolher a plataforma com esse critério em mente, leia Qual plataforma de background check usar no Brasil em 2026?.
Fontes citadas
- Brasil. Lei nº 13.429, de 31 de março de 2017, que altera a Lei nº 6.019/1974.
- Tribunal Superior do Trabalho. Súmula 331 (responsabilidade subsidiária do tomador de serviços).
- Tribunal Superior do Trabalho. Incidente de Recurso Repetitivo IRR-243000-58.2013.5.13.0023, julgado em 2017.
- Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Guia Orientativo sobre Legítimo Interesse, fevereiro de 2024.
Perguntas frequentes
Termos do glossário
Consulte processos e certidões de um CPF ou CNPJ
Relatório em minutos, com as fontes consultadas e a finalidade registrada.
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