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Quanto custa um background check no Brasil

De certidões gratuitas a plataformas por assinatura: os três modelos de preço, o que cada um inclui e a conta que mostra quando consultar compensa.

Por Equipe CapScorePublicado em 02 de setembro de 20264 min de leitura
Este artigo faz parte do guia Background check no Brasil: o guia completo

Um background check no Brasil custa de zero a algumas dezenas de reais por consulta, dependendo de quem faz o trabalho de juntar as fontes. As certidões, em sua maioria, são gratuitas nos órgãos. O que se paga é a consolidação: consultar dezenas de bases em paralelo, num formato único, com a finalidade registrada e as evidências anexadas.

Este artigo compara os três modelos, mostra o que cada um inclui e faz a conta de quando consultar compensa.

Modelo 1: fazer você mesmo, nas fontes

Custo em dinheiro: próximo de zero. As principais fontes têm consulta gratuita:

  • CNDT no site do TST;
  • dívida ativa no Regularize da PGFN;
  • situação cadastral de CPF e CNPJ na Receita Federal;
  • consulta processual nos portais dos tribunais, um a um;
  • FGTS na Caixa;
  • listas de sanções nos sites dos órgãos.

Custo em tempo: alto. Cada fonte é um site diferente, com captcha, formato próprio e cobertura própria. Processos exigem consultar cada tribunal (27 estaduais, 5 federais, 24 trabalhistas, mais os superiores). Alguns cobram taxa por certidão. E não há consolidação: o resultado são dez PDFs e capturas de tela, sem registro de finalidade nem trilha de auditoria.

Quando faz sentido: consulta única, esporádica, para uma decisão pequena. Para tudo que se repete, o tempo custa mais que qualquer plataforma.

Modelo 2: birôs de crédito

Custo: por consulta ou assinatura, com valores que variam por volume e por produto. Os birôs se especializam em dados financeiros: score, negativação, protestos, histórico de pagamento.

O que entregam bem: risco de crédito. O que costumam não incluir, ou incluir de forma limitada: processos judiciais por natureza e papel, certidões trabalhistas e fiscais, quadro societário e grupo econômico, PEP e sanções.

Quando faz sentido: a decisão é de crédito e só de crédito. Para contratação, locação com análise de histórico ou due diligence, é metade do relatório.

Modelo 3: plataformas de background check

Custo: por consulta ou por crédito mensal. A plataforma consulta as fontes em paralelo, aplica os limites da finalidade e entrega um relatório com o que consta, o que não consta e a lista de fontes.

Os números da CapScore, como referência:

ModeloPreçoInclui
Busca únicaR$ 29 por consultaUma consulta completa, qualquer modalidade, sem assinatura
ProfissionalR$ 149/mês10 consultas e 20 enriquecimentos por mês
EmpresarialR$ 349/mês50 consultas e 100 enriquecimentos por mês, suporte prioritário
PersonalizadoSob consultaVolume ilimitado, faturamento mensal

Cada consulta consome um crédito, seja processual, empresarial, rural ou de crédito. Enriquecimento é a busca por nome ou razão social que localiza o documento antes da consulta.

Quando faz sentido: qualquer decisão que se repete, ou qualquer decisão em que a trilha de auditoria importa, porque é o único modelo que registra a finalidade e guarda a evidência.

A conta que decide

Compare o custo da consulta com o custo do erro que ela evita:

  • Contratação: uma demissão nos primeiros meses custa, entre rescisão, recrutamento e produtividade perdida, vários salários. Uma consulta custa menos de um dia de salário.
  • Locação: um despejo leva meses e custa aluguéis não pagos mais custas. Uma consulta custa menos que um dia de aluguel.
  • Crédito: uma venda a prazo que não é paga custa o valor inteiro. Uma consulta custa uma fração.
  • Fornecedor: um contrato com empresa irregular pode custar a responsabilidade solidária por dívidas trabalhistas dela.

Em todos os casos, o background check é o item mais barato da decisão. A pergunta não é se cabe no orçamento; é quantas decisões você toma por mês sem ele.

Como comparar preços de verdade

Preço por consulta sem saber o que está incluído não diz nada. Pergunte:

  1. Quantas fontes? E quais. Processos em todos os tribunais ou só em alguns?
  2. A finalidade é aplicada? Se a plataforma devolve tudo para qualquer fim, o risco jurídico é seu.
  3. As evidências vêm anexadas? Certidões em PDF, com data, ou só um "consta / não consta"?
  4. Há trilha de auditoria? Quem consultou, quando, com qual finalidade, com hash do relatório.
  5. O que acontece quando uma fonte falha? Fica visível ou vira "nada consta" silencioso?

Duas plataformas com o mesmo preço podem entregar produtos muito diferentes nessas cinco respostas. O guia completo explica o que um relatório precisa ter para servir como evidência.

Perguntas frequentes

Consulte processos, certidões e mandados de um CPF ou CNPJ

Relatório em minutos, com as fontes consultadas e a finalidade registrada.

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Termos do glossário

Fontes

  1. Lei nº 12.440/2011 — CNDT (emissão gratuita)
  2. PGFN — Regularize: consulta gratuita de dívida ativa
  3. CNJ — Resolução nº 121/2010: acesso público a dados processuais